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jul 29

Viaje para o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa

SAM_1342O Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no mundo e a sua paisagem urbana foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Com belas praias, trilhas pelo meio de florestas, bairros pitorescos e vistas panorâmicas incríveis, o Rio de Janeiro é uma cidade com muitas maravilhas, única no mundo em espírito e beleza. Foi durante séculos a capital do Brasil e isso deixou uma marca na geografia da cidade, que pode ser apreciada não apenas em razão das suas belezas naturais, mas também por seu grande patrimônio cultural.

Todavia, muitas pessoas deixam de visitar a cidade por sua fama de violência, onde roubos, latrocínios e homicídios acontecem o tempo todo e em todo lugar. Contudo, tal visão da cidade simplesmente não é verdadeira. O Rio de Janeiro é sim uma cidade violenta – como a maioria das cidades latino-americanas -, e os seus congestionamentos são, de fato, terríveis, mas esses problemas podem ser vencidos, e com planejamento e cuidado, é possível conhecer as suas muitas atrações sem maiores sobressaltos.

Então, viaje com a gente para o Rio de Janeiro e descubra que o porquê de ela merecidamente ter o apelido de “Cidade Maravilhosa”!

A charmosa Travessa do Comércio vista através do Arco dos Teles, Centro. O Rio de Janeiro não é só praia e deslumbrantes paisagens naturais. É uma das cidades brasileiros com maiores possibilidades de Turismo histórico. (foto extraída de http://hastatreslineas.blogspot.com.br).

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O Rio de Janeiro é uma cidade gigantesca, mas, regra geral, as explorações do turista limitam-se à Zona Sul, ao Centro e a pequenos trechos da Zona Norte (Maracanã) e da Zona Oeste (Rocinha, São Conrado e Barra da Tijuca), que representam uma fração diminuta da cidade.

Com 6,43 milhões de habitantes, a cidade do Rio de Janeiro é a capital do Estado do Rio de Janeiro, e é dividida em quatro regiões: Sul, Centro, Norte e Oeste. Foi no Centro que a cidade teve o seu início, e, ao longo dos séculos, expandiu-se, primeiro para as modernas Zona Sul e Zona Norte, e, por último, para a Zona Oeste, a mais recente fronteira imobiliária da cidade.

Nas suas andanças pelo Rio, você provavelmente concentrará as suas atividades na Zona Sul e no Centro, com passagens pontuais pelas demais regiões. Entre todas as regiões, a mais tranquila para se circular é a Zona Sul, bem como o Centro nos dias úteis durante o dia.

Contudo, mesmo nessas regiões, são necessárias cautelas, como não utilizar acessórios chamativos (jóias, celulares de última geração e câmeras caras), tentar não parecer um turista e nunca entrar sem um guia em uma favela. Independentemente da localidade, à noite, o cuidado deve ser multiplicado. Criminalidade existe em todas as grandes cidades do mundo, o problema aqui é a facilidade de se conseguir armas de fogo na América Latina em geral, e a presença desse instrumento torna todo o incidente mais perigoso. É possível passear à noite, com uma câmera cara no pescoço, pelas ruas de Frankfurt. Infelizmente, isso não é possível no Rio de Janeiro e na maioria das principais cidades latino-americanas.

No mais, o importante é aproveitar a cidade. A grande maioria dos turistas não tem o infortúnio de se tornar vítima de um crime, e, tomando-se os cuidados indicados, a chance disso acontecer com você será diminuta. Vivi 24 anos da minha vida na cidade, andando para todo lado de ônibus e somente uma vez sofri uma tentativa de roubo e saí ileso.

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Jardim Botânico, Rio de Janeiro. O Cristo Redentor domina o céu de muitos bairros da cidade.

E quando visitar a Cidade Maravilhosa? No Rio de Janeiro, o inverno é mais seco e fresco, e os verões, chuvosos e muito quentes, com temperaturas que alcançam até  42º C. No entanto, a chuva durante o verão tende a se concentrar no final da tarde e no início da noite. No restante do dia, o céu permanece limpo e com um tom de azul lindíssimo. Para mim, a melhor época para conhecer a cidade é o verão, em especial para quem pretende curtir as praias, pois as águas geladas do litoral do Rio de Janeiro combinam bem com as altas temperaturas do verão carioca.

A água das praias do Rio de Janeiro são tão geladas, que, vez por outra, aparece um pinguim por aquelas bandas.

A água das praias do Rio de Janeiro são tão geladas, que, vez por outra, aparece um pinguim por aquelas bandas (foto: Túlio Mello, G1.com).

Outra importante pergunta que todo viajante deve responder é: como me deslocar na cidade? No caso do Rio de Janeiro, a melhor opção é o metrô, combinado com o sistema de ônibus que complementa as limitadas rotas do metrô. Ele é o meio de transporte mais rápido e seguro disponível para o turista, e com ele você poderá ir do centro histórico à praia de Copacabana e Ipanema, do Maracanã ao Jardim Botânico, bem como evitar os congestionamentos que assolam a cidade.

No entanto, o metrô não chega até qualquer dos principais aeroportos da cidade: o Galeão e o Santos Dumont.

O Aeroporto Santos Dumont fica no próprio Centro, na beira da Baía de Guanabara, o que possibilita um rápido acesso à Zona Sul. Além disso, pousar nele possibilita uma magnífica vista panorâmica da cidade, especialmente no final da tarde. Quem não se lembra do famoso “Samba do Avião”, de Tom Jobim? Apesar de Tom  mencionar o aeroporto do Galeão na canção, parece que ele a compôs pensando na incrível paisagem ao se pousar no aeroporto Santos Dumont. Por isso, recomendo muito que você chegue no Rio pelo Santos Dumont.

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Chegar no Rio de Janeiro pelo Aeroporto Santos Dumont é em si uma maravilhosa atração turística! (foto extraída de Justlia.com).

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, também conhecido como Galeão, fica também à beira da Baía de Guanabara, na Ilha do Governador. Mas fica muito mais distante da Zona Sul e do Centro. Para chegar e sair dele, há duas principais opções. A primeira é utilizar a recém inaugurada TransCarioca, um serviço de ônibus rápido, que funciona numa pista própria, livre dos riscos de engarrafamento, que liga o Galeão à Barra da Tijuca, com conexão com o metro na sua única parada intermediária em Vicente de Carvalho. As outras opções são os ônibus especais que partem para o Centro e a Zona Sul e os taxis, sendo que, nesse contexto, uma corrida de táxi pode custar até R$ 100,00. Uma dica para reduzir o preço do táxi é sair da área de desembarque, e ir para a de embarque, e tentar pegar um táxi que está deixando alguém no aeroporto. Assim, será maior a chance de ele cobrar o preço de uma corrida para o aeroporto, e não aquele cobrado pelos taxis do aeroporto. Dica de carioca – 😉

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Combinando o metrô com o sistema de ônibus vinculado a este, é possível se deslocar de forma simples pela cidade, embora os ônibus precisem vencer os congestionamentos.

Outra importante questão a ser respondida é: onde ficar hospedado no Rio? Faça um favor a si mesmo: hospede-se na Zona Sul, de preferência próximo de uma estação do metrô! Outros bairros como a Barra da Tijuca e o Centro apresentam também boas opções de hospedagem, mas possuem características que podem prejudicar a sua estada.

Localizada na Zona Oeste, a Barra da Tijuca é uma longa e estreita planície localizada entre o mar, de um lado, e diversas lagoas de outra, e cercada por montanhas e morros. É uma região pitoresca, que merece uma visita por parte dos turistas, e será a grande sede das Olimpíadas de 2016. Todavia, fica muito longe da maioria das atrações da cidade, e tal circunstância é tornada ainda mais grave pelo fato de ainda não existir metrô ligando a região ao resto da cidade. Assim, para se alcançar as demais regiões da cidade o turista precisará, muitas vezes, vencer um grande congestionamento e desperdiçará uma boa parte do seu precioso tempo.

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Originalmente, a Barra da Tijuca era bairro planejado, pelo mesmo Lúcio Costa responsável pelo desenho de Brasília, mas há muito tempo a especulação imobiliária rasgou essa planificação. De qualquer forma, a Barra possui lindas praias e um estilo muito diferente do resto da cidade, e merece uma visita!

Já se hospedar no Centro possui a vantagem de estar próximo do coração empresarial da cidade, e, por consequência, é uma opção atrativa para quem visita o Rio a negócios. No entanto, durante a noite, fins-de-semana e feriado, o Centro fica vazio e torna-se perigoso.

Outra boa opção é o bairro de Santa Teresa, que possui bons restaurantes, uma interessante vida noturna, muitos locais interessantes para serem visitados e, mais importante, uma linda vista da cidade, embora enfrente também alguns problemas de segurança.

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Santa Teresa surgiu a partir do convento de mesmo nome, e foi uma das primeira expansões residenciais da cidade, ocupada inicialmente pela aristocracia e seus casarões. Hoje não tem mais o status de outrora, mas é um bairro muito ligado à vida intelectual e cultural da cidade, e, no Largo do Guimarães, há um pólo gastronômico muito interessante.

Agora que você já sabe onde se hospedar e como se deslocar pela cidade, no próximo post trataremos da parte mais divertida de uma viagem: definir o roteiro do que fazer em cada um dos dias. Em outro post, apresentamos um roteiro com três dias de atividades (clique aqui), e, em um terceiro post, indicaremos outros lugares interessantes que você pode visitar na própria cidade e nas suas redondezas. É impossível conhecer todas as maravilhas que o Rio de Janeiro tem para oferecer em uma única viagem!

Vejo vocês na nossa próxima conversa!

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1 menção

  1. Um Roteiro de 3 dias para o Rio de Janeiro - Borboletando por aí

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